sábado, 28 de janeiro de 2012

Cabras pelo mundo do vale dos reis e das rainhas em pleno sol do Egito.
Gosto muito do leite destes bichinhos.
Me delicio com o queijo de cabra.
Segundo alguns, terão sido também os nómades da Ásia que, ao guardarem leite dentro de recipientes feitos a partir do estômago de herbívoros, descobriram as suas propriedades coagulantes. Tudo indica ter sido nos mosteiros medievais que foram afinadas as técnicas de obtenção dos queijos, mais apreciados desde então até ao presente.
Sabe-se tambem que o queijo de cabra estimula a producao da insulina, ajuda na digestao e pode ser substituido pelo leite de vaca para os alergicos a leite.
Nao era verao naquela tarde de sol aveludado nas pequenas colinas deste vale repleto de historia.
A temperatura oscilava entre 24 a 27 graus no maximo. Para chegarmos a este outro lado do Nilo pegamos um barquinho "'Feluca"", depois um carro e por fim nossos proprios pes. Mergulhamos profundamente dentro de um passado longinquo e presente ''a la fois''.
O ceu de um azul muito azul, o sol muito amarelo brilhante nas nossas cabecas. Tudo era encanto, beleza e sabedoria.
Fui por duas vezes ao Egito. E voltaria la se caso fosse pela terceira vez.
Luxor, Alexandria, Cairo, Aboukhir, o vale dos Reis, o vale das Rainhas, tudo em harmonia e boa comida. Povo hospitaleiro, gentil e acolhedor na sua maioria.
Os Libaneses possuem o queijo Shanklish que e originario do norte na regiao de Akkar que me faz pensar em cabra, mas nao e. Ja os Gregos possuem a Feta, que e um queijo talhado de cabra e ovelha. O termo grego féta vem da palavra italiana fetta ("fatia"), que por sua vez vem do latim offa ("mordida", "bocado"). Comi muito nos Emirados Arabes o Halloumi, queijo de cabra e ovelha cipriota no entanto, mas que tomou conta do Oriente Medio e voce jura que ele sempre nasceu ali naquela regiao, pois os arabes adoram, e eu tambem. Fazia muito nas cozinhas dos hoteis que trabalhei por la. O halloumi era grelhado exatamente como o nosso queijo coalho aqui neste Brasil/Nordeste por onde passei.
Adoro o Crottin de Chevingnol chaud como se diz na Franca.
Dica: Na preguica de ir muito para a beira do fogao, compre dois Crottins, passe em volta deles pistache sem casca e triturado e repouse os mesmos sobre uma pequena/media baguette de qualidade boa cortada na vertical. Regue de algumas gotas de azeite e algumas folhinhas de tomilho fresco. Leve ao forno ate que o queijo fique quente e nao se desmanche. Acompanhe com uma salada verde de folhas como o almeirao, rucula e alface lisa. Regadas de balsamico, azeite, sal e pimenta do reino triturada. Aprecie esta maravilha com uma muito boa taca de vinho tinto da sua escolha. Eu ando fa dos Portugueses.

Bon Appetit!!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Indio do indio em ser indio.
Tem gente que e indio. Tem outros que
eram indios e aqueles que perpetuam.
Sabe-se que os indios nao plantam, nao cultivam. Eles movimentam-se de
terras em terras para a sobrevivencia.
Vivem do que a natureza lhes oferece.
A Amazonia ainda e o ultimo refugio daqueles que guardam veemente o mais profundo EU do indio.
Certos povos fugiram das frentes economicas,das colonizacoes, do homem branco, e tudo que vem ''avec''. O indio isolado necessita de uma grande area de floresta para encontrar diversidade e fartura de alimento.
Existem indios sim que cultivam, oriundos da mao do branco a influencia do homem diferente deles. Causando o que chamamos do suicidio coletivo como porta de saida para um mundo melhor! Indios se suicidam!!
Percorrendo os afluentes chegamos entao onde a Mae dos Ventos com a Serra de Caju encontram-se nascendo assim Roraima. O Clima umido e equatorial da regiao fazia com que os indios acreditassem que o vento do sul da Venezuela lhes pertencia. Aquele lugar, o vento.
La se come muita coisa com mandioca, frutas, peixes. As mulheres cozinham, e os homens colhem e cacam.
A mae tapioca fazendo seu ''tour pour le Bresil des chefs''.
Gosto muito deste pao/crepe branco.
Mil uma noites da tapioca pelos coqueteis dos hoteis. Gosto de comprar a tapioca na feira, peneirar, colocar na frigideira e ir cozinhando devagar. Depois de pronta, passar manteiga com ''Sel de Guerande''( tem mercado por ai que tem a President com'" fleur de sel'"'), mel e um execelente ''cafe noir desir'', um jornal, o amor de indio e a vida segue pelos afluentes.

Bon voyage!!

domingo, 27 de novembro de 2011

Desde sempre ele la esteve cercado de gente e gente. Mil eventos em volta, mil pessoas em volta.
Muito belo hotel Copacabana Palace construido pelo empresario Ocatvio Guinle e Francisco Castro e Silva entre 1919 e 1923, atendendo um pedido do entao presidente do Brasil Epitacio Pessoa. Para hospedar um grande numero de tutistas para a Exposicao do Centanario da Independencia do Brasil. Evento de dimensoes internacionais.
Mas para que tudo isto fosse colocado em pratica, o entao proprietario exigiu que ali tambem existisse um Casino.
O arquiteto frances Joseph Gire se inspirou do Negresco em Nice e do Carlton em Cannes. Larga escala de marmore de Carrara e cristais da Boemia faziam parte deste hotel conhecido em todo o mundo.
Moro perto dele, passo todos os dias pela frente de bicicleta , tanto na ida quanto na volta. Ali tudo acontece, tudo se ve do mundo. Do amanhecer ao anoitecer. Um dia nunca e igual ao outro em frente deste belo predio. Mas eu penso quase que sempre a mesma coisa. Cha da tarde em volta da piscina. Tortas, bolos, doces, cores e delicias.
Entao o link me leva para o natal de la viajo ate Milan, penso Panettone e o que fazer com aquele que sobrou dormido. Rabanada. Panettone mergulhado em fatias no leite de coco misturado com um ovo batido. Depois de frito normalmente e escorrido para retirar o ''trop'' de gordura, passe no acucar misturado com canela, anis estrelado e um pouquinho de 4 epices, mas tudo com parcimonia. Sirva no cafe da manha acompanhado de um cafe com chocolate derretido com duas gotas de essencia de baunilha de boa qualidade de preferencia. De quebra um suco de morango com tangerina e gotas de limao Siciliano.

Bon Voyage sur Copa!!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Adoro o design destas panelas.Neste buffet montado para um evento beira praia na Indonesia, Bali em Nusa Dua.
Saudades mesmo deste lugar, adorei tudo que vi, comi, senti, saboriei e troquei. Fui muito bem recebida por todos que cruzei.
A comida Indonesiana se fez presente em minha vida fim dos anos 80 principio de 90 na Holanda em Amsterdam. Restaurantes Indonesianos pela cidade, nos supermercados, molhos, pimentas, especiarias Indonesianas onde eu devorava com imenso prazer. Desde entao incorporei na minha cozinha toda esta influencia de la de longe. Molhos de soja caramelados, molho de amendoim misturados com pimenta. De la para ca , nunca mais consegui me separar destes molhos todos que outrora conheci. Aqui no Brasil nao tem. Eu consigo sempre pedindo a um ou outro que viaje para Amsterdam que me traga.
Minha felicidade foi imensa quando morei em Dubai e pude simplesmente comprar todos eles novamente quase que a cada canto de rua. Comum. Muitos Indonesianos por la tambem.
Alias, em Dubai o dificil e nao achar gente de toda a parte do mundo!
Dica para quem gosta de carne. Molho: misture duas klhers de sopa de pasta de amendoim, suco de um limao Siciliano e meia tangerina, 1klher de sopa de melado, 1 xic pequena de shoyu, 1 pimenta dedo de moca sem sementes picadinha, e um pouco de agua para ajudar na diluicao.
Corte um file em lamelas coloque sal e passe na frigideira, quando estiver dourado ''deglace'' com este molho, de um ''tour'' de frigideira e beba um chopp escuro muito bem gelado, um abraco para os carnivoros, mas o molho e muito bom.

Bon Appetit!!